Plano Alto - 1º Capítulo Completo

01 fevereiro 2013

Crítica - José do Egito Estreia Com Perfeição



Ilustração de José do Egito - por André Lima/ Portal Recordista


Foi um arrebatamento total. Assim eu me senti ao ver a cena final do primeiro episódio do seriado José do Egito. Em estado de êxtase eu ainda tentava voltar à vida contemporânea depois de acompanhar a um espetáculo cinematográfico. Figurino, fotografia, sonorização, iluminação, atuações, texto e cenografia, tudo muito bem costurado pela continuidade. Assim começou José do Egito que entra para a história da teledramaturgia brasileira.


Pedindo Licença Para Escrever

Se me permitem, os caros leitores, peço vossa licença para escrever sobre tamanha grandeza, tal qual foi o primeiro episódio de José do Egito. Uma obra que poderia ser um sucesso estrondoso ou um grande fiasco. Eu explico, ao se tratar de histórias bíblicas, principalmente no canal do bispo, corre-se sempre o risco de deixar de contar uma história para fazer uma apologia a uma religião. E isso não aconteceu. A história começou a ser contada, com texto e roteiro bem definidos e isso foi somente um de vinte e oito episódios.

De antemão peço desculpas pela crítica "amadora" diante de uma espetacular produção. Li muitas críticas e cheguei a sentir pena de quem escreveu. Tamanha foi a falta de tato ao escrever sobre a grandeza de José do Egito.

Com, licença, lá vou eu, vem comigo?


 A  Arte e a Técnica – 
Casamento Perfeito


A abertura já anunciava: “Vem coisa linda por aí”. Sem palavras para elogiar a arte gráfica desse trabalho magnífico.

Jacó (Celso Frateschi) - José do Egito
De nada adiantaria um elenco como o de José do Egito, não fosse o trabalho de produção, a técnica e o trabalho profissional de ponta que arquitetavam o palco para os artistas fazerem o que sabem fazer de melhor. Nos levar a uma viagem no tempo, nos sentimentos, nas emoções e dentro de nós mesmos. Foi um filho planejado, gerado, cuidado nos detalhes e nascido com todas as honras. Assim foi a primeira cena do seriado com o  nascimento de José (futuramente do Egito).




Para contar essa história, figurino, fotografia, enquadramentos que nos levavam para dentro dos acontecimentos, e as atuações mais afinadas que eu vi entre: Mylla Christie, Carla Cabral, Celso Frateschi e Denise Del Vecchio, que me fez respirar fundo e pensar aqui sozinho em casa: Estou diante de uma obra de arte viva.



 O Nascimento de Um Marco na
Rede Record


Vamos falar de fotografia, que é algo que hoje a maioria dos telespectadores resolveu observar com mais cuidado?

Todos os frames projetados na tela saltavam aos nossos olhos em uma fotografia deslumbrante que compunham uma orquestra sincrônica com os outros elementos que são fundamentais a uma obra com essa qualidade.

Luz, cores e enquadramentos se juntavam e se somavam para narrar o primeiro episódio de José do Egito. Diálogos que conversavam com a fotografia, figurino e sonorização.

O figurino é peça fundamental nesta orquestra sinfônica que tocava ao coração de quem estava diante da tela da Televisão. Figurinos de época precisam narrar uma história antes mesmo dos diálogos acontecerem. É um recado visual que precisa e tem que ser dado a quem assiste e foi o que aconteceu. Estilo, cores, volume, contexto dentro de uma ação e um ambiente, tudo isso estava ali.

Junto com o figurino a cenografia mostrava o cuidado com os mínimos detalhes. Quem assistia se sentia lá na época acompanhando e fazendo parte de tudo.



 Um Enredo de Primeira Grandeza


No enredo a inveja, amor e ódio, paixões avassaladoras, conflitos familiares, perdão. Estes formam os elementos para o texto de Vivian de Oliveira, que está mais afinada, madura, mostrando densidade e sendo sempre muito bem amarrado com a produção técnica e atuações memoráveis.

Vivian de Oliveira está completamente visceral neste texto que ela assina. Quem assistiu A História de Ester e Rei Davi já pode fazer as comparações e notar a qualidade nos diálogos que ganharam corpo. O primeiro episódio foi marcado por mostrar quem são os mocinhos e quem são os vilões da história. Mas não se engane em achar que isso será assim até o final. O texto é redondo e narra cronologicamente as transformações interpessoais e humanas de cada personagem envolvido.

Afinal, amor e perdão formam o mote principal deste enredo esplendoroso. Uma das histórias mais belas da bíblia. Porque além da obra de arte em si, tem muito de nós em cada personagem. Quem gosta de acompanhar produções deste gênero podem buscar em sua memória, pessoas que são como um ou outro personagem em nossa vida contemporânea.


 Destaques do Primeiro Episódio


Denise Del Vecchio contracenando com Mylla Christie - José do Egito
Denise Del Vecchio estava inteira em sua personagem Lia, uma das esposas de Jacó (Celso Frateschi). A atriz em sua plena forma mostra que faz parte de um primeiro escalão na arte de interpretar.





Celso Frateschi o sempre sensacional ator, em seu primeiro trabalho depois que deixou a Rede Globo, mostrou um Jacó impecável. Figurino, maquiagem, tom de voz, posicionamento, respeitando todas as rubricas que a cena pedia. Eu vi ali o personagem usando e abusando do corpo do ator. Isso é interpretar.

E a jovem Marcela Barrozo? O que dizer de uma atriz que começou há pouco tempo, encarar com uma das suas primeiras cenas, um estupro há milhares de anos. Ela deu conta de sua tarefa e emocionou, chocou e arrepiou quem via aquela cena magnífica. Parece contraditório chamar de magnífica uma cena de estupro, mas é o que arte faz, quando bem executada. Transforma tudo em poesia. Marcela Barrozo acabou de abrir as portas do sucesso, definitivamente, para a sua carreira. Elogios a ela certamente não faltar.

Mylla Christie, uma atriz experiente, faz pela primeira vez, um trabalho de época e ali estava uma atriz completamente envolvida em seu personagem. Coisa linda de se ver. Assim como a sempre talentosa Carla Cabral, que ao que parece mudar de nome lhe fez muito bem e lhe deu mais energia para encarar mais um belo trabalho em seu currículo.

O jovem Rick Tavares apareceu pouco, mas todas as vezes que entrava no vídeo, deixava muito clara, a sua personalidade gentil, respeitosa, amorosa e de caráter indubitável que José tem. Eis mais um exemplo de jovem talento fazendo arte em uma obra de qualidade intergaláctica. A única e pequena falha foi em sua prosódia que ainda carrega um sotaque muito carioca. Fora isso, tudo muito bom.

Há de se destacar outras grandiosas aparições na série:
·        Caio Junqueira (Simeon)
·        Guilherme Winter (Ruben)
·        Nanda Ziegler (Naamá)
·        Vitor Hugo (Judá)


 Críticas Com Pouco Ou Nenhum Argumento


Como era se esperar, os candidatos a críticos de televisão começaram a afiar os dedos e escrever sobre José do Egito logo após o seu término. Aliás pela velocidade com que as críticas foram ao ar, acho até que estavam escrevendo enquanto o episódio era exibido.

Marcela Barrozo - destaque do Primeiro episódio de José do Egito
Apesar de dizerem que o roteiro foi apenas didático eu discordo. E a didática em produções de época é importante sim para situar o telespectador do que acontece. Mas a Vivian carregou na densidade das falas, mostrando de imediato os conflitos familiares os amores, paixões e ódio. E isso nada tem a ver com didática. Isso tem a ver com poesia que somou na prosa que foi ao ar.


O ator Paulo Nigro (Siquém) foi o mais atacado, afinal, uma produção impecável como José do Egito, precisava ter defeitos não é mesmo? Eu já escrevi aqui em artigo anterior que a Record ainda hoje sofre preconceitos e aí está mais uma prova. Voltando ao ator, ele nem de longe é um dos melhores do país, mas também não é nenhum amador. Ele deu conta do recado sim, e foi muito bem dirigido sim. Aliás é isso que faz a diferença, uma boa direção serve justamente para estes ajustes. E o Avancini conseguiu misturar a didática em contar uma história de época com a poesia dos acontecimentos. Elementos metafóricos, ajudavam a narrar essa história. E as câmeras Arri Alexa importadas do cinema, fizeram o seu belo trabalho.

Chegar ao cúmulo de escrever que o elenco não está em nível é no mínimo crueldade e falta do que fazer.


 Críticos Procurando o
Que Não Existe


Ao que parece quando se trata da Rede Record os críticos “non senses” e parciais procuram falhas como se estivessem procurando um elemento para a salvar a sua própria vida. É como se eles precisassem desmerecer um trabalho impecável como este só para se sentirem melhor.

Mas procurar falhas em José do Egito é como procurar agulha em um monte de areias no deserto do Atacama.
 É Somente o Início


 Este foi somente o primeiro episódio. A história começou e cativou, prendeu e emocionou quem assistiu a um show diante da televisão.

Quando terminou José do Egito a única coisa que veio em minha mente foi:

“Acabei de assistir a um belo e épico filme”




Nota: Você percebe que alguém escreve uma crítica tendenciosa e parcial, quando, eles falam das qualidades de uma obra como essa com desdém, e na hora de apontar as “falhas”, gastam linhas e linhas até convencer a quem lê de que ele tem razão.


 Analisando as Críticas



  • Vamos brincar de suposições, meus inteligentes leitores: Suponha que José do Egito fosse um seriado exibido pela Rede Globo de Televisão.
_ Imaginou? Pois bem, agora como vocês acham que seriam feitos os elogios e as críticas a respeito da série?
_ Minha opinião: teriam escrito páginas e páginas, rasgando elogios. Por que quando é na Record, até os elogios são contidos e tímidos? Porque existem, até hoje "pré-conceitos" com o canal, isso mesmo, eu separei a palavra preconceitos justamente para deixar claro. Qualquer coisa que vá ao ar pela Record, é vista pelos críticos com desdém antes mesmo de ir ao ar.

Seriam estes, ditadores do pensamento único?

deixe sua opinião sobre o primeiro episódio de José do Egito

Abraços, com respeito, ontem, hoje amanhã e sempre



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