segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Crítica: Nova Família Trapo traz texto original e humor escrachado


A Nova Família Trapo não é nenhuma superprodução e nem super em nada, eis a grande sacada do humorístico da Record na estreia dos especiais de fim de ano. É o simples que faz rir. Sem grandes pretensões. Divertido, sem filosofar, sem fazer grandes analogias do tipo "genial". E trás de volta o riso fácil e simples.

Letícia Dornelles escolheu o melhor caminho. Tirar onda com A Fazenda, as subcelebridades que sobrevivem de escândalos para ganhar fama e uma série de críticas em tom de deboche, sem necessariamente ter que colocar ninguém em situação de constrangimento. O humor criativo está de volta.

O episódio deu espaço para cada um do elenco ter o seu momento de "brilho". Dividindo bem o texto entre os personagens todos tiveram espaço para brilhar. Rafael Cortez entrou na dança e não deixou a desejar mesmo diante de profissionais experientes como Raul Gazolla e Patrycia Travassos. 

Cacau Mello protagonizou quase um monólogo interpretando uma galinha. Daniel Erthal então dispensa comentários. O ator manda sempre bem em cena e arranca o riso fácil só de olhar para ele. figurino dele, lembrou o Ace Ventura. 

A releitura feita da Família Trapo dos anos 60 foi providencial, crítica atual com muito humor leve. Letícia Dornelles inovou no texto, alguns gostam outros não. Mas o programa é divertido e cabe dentro de um programa de domingo e pode pegar sim. O texto sai fácil da boca do elenco e chega fácil aos ouvidos do telespectador.

É um programa só para se fazer grandes análises. Programas de humor precisam de tempo para o telespectador acostumar com as personagens e ir identificando as características de cada um. Valeu a experiência eu me diverti muito assistindo.

E viva a Nova Família Trapo.


André Lima