quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

#MilagresDeJesus: A Mulher Encurvada enaltece o talento de Roberta Gualda


 Por André Lima 
O gênero bíblico na teledramaturgia da Record vem chamando a atenção do público, que sentia falta de algo diferente e também, obrigando alguns críticos a elogiar o crescimento profissional em termos técnicos das produções da Record. Desde A História de Ester até hoje com Milagres de Jesus, o crescimento é nítido e só ressalta que a TV pode e deve fazer algo diferente porque tem público para todos os gostos.

Engana-se quem diz que minisséries bíblicas são feitas somente para um público religioso. Além das questões de fé tem também a história, estudos e pesquisas que envolvem produções como estas.
 

Sem apologias religiosas


Ao contrário do que disseram alguns críticos ao discorrer sobre Milagres de Jesus e todas as minisséries do gênero bíblico anteriores. Não se percebe, de forma alguma, uma apologia à religião do dono do Canal e nem tampouco à sua igreja, a Igreja Universal do Reino de Deus. Tanto um católico, quanto um protestante desta ou daquela denominação religiosa, quanto aos espíritas e até ateus, assim também como historiadores podem acompanhar as minisséries sem se sentirem obrigados a “aceitar” uma determinada fé ou um dogma.

A Mulher Encurvada


O segundo episódio, ou capítulo de Milagres de Jesus traz Roberta Gualda no papel principal ao lado de Bemvindo Sequeira e Thierry Figueira.

A história conta, além do milagre em si, a história de um povo, de um povo simples, comum, assim como nós. Que apesar de épocas bem diferentes, fica bem claro para quem assiste atentamente, que existe a sensação, o sentimento parecido nos dias de hoje.

Um olhar poético de João Camargo


Logo nas primeiras cenas o direto João Camargo mostrou que está inspirado. A cena do olhar esquerdoda atriz Roberta Gualda em busca de Jesus e a câmera mudando para o olho direito fazendo a passagem de tempo ao contrário (18 anos antes) e começando a narrar a história de Miriam (Roberta Gualda).

 

Uma protagonista de verdade


Roberta Gualda já deu provas, mas que suficientes, à Record de que é competente e faz qualquer personagem ganhar vida própria. Eis o verdadeiro papel de uma atriz.

Em cena podemos notar em Miriam, o peso de uma mulher sofrida, que havia perdido as esperanças. Mas ainda assim permanecia lutando para se manter viva.

As cenas de Roberta Gualda com Bemvindo Sequeira foram de encher os olhos de quem gosta de dramaturgia.
 
Foi emocionante cena em que a personagem Miriam depois de tanto sofrer, desabafa e diz abandonar Deus e o renega. Cena forte, onde a fé perdida estava no olhar da atriz que escolheu se prostituir a ter que sofrer nas mãos do marido que a espancava e a humilhava o tempo todo.

Transformação em Cena – no corpo e nos olhos

E a transformação física da personagem, completamente encurvada, o reencontro do Gabriel (Thierry Figueira) e o surgimento de uma “luz no fim do túnel”.
 
Não existe outra palavra para descrever esse episódio a não ser, “EMOÇÃO”.

A Atriz Roberta Gualda trouxe em cena uma Miriam visceral, com conflitos inter-pessoais e sociais. A vida que, independente da época em que aconteceu, também é atual.

Histórias atemporais estão por vir em Milagres de Jesus, assim como essa história de A Mulher Encurvada.

 

Produção sempre impecável

Não é de hoje que já venho aqui ressaltar a produção das minisséries da Record. E Milagres de Jesus, produzida pela Record em parceria com a Academia Filmes, não deixou nada a desejar.

Cenografia, luz, figurino e trilha sonora, todos em perfeita harmonia para o elenco brilhar e contar essa bela história.