quarta-feira, 30 de abril de 2014

Com alto grau de instrução, vilões de “Vitória” usarão conhecimentos para o mal


Em boa parte dos folhetins brasileiros os vilões são caracterizados como pessoas mal sucedidas, que não são capazes de conseguirem por mérito próprio um grande amor ou que nunca estão satisfeitos com a vida que levam e querem destruir a felicidade alheia. Logo, são movidos pelos sentimentos de inveja, ambição e egoísmo para conseguirem depois de várias artimanhas chegarem aos seus objetivos.

Em “Vitória”, nova novela da Rede Record de autoria da conceituada dramaturga Cristianne Fridman, os vilões serão representados de uma maneira bem adversa, mas não menos temida. O folhetim desmitificará a ideia de que criminalidade e violência estão ligados necessariamente a pobreza, a favela e aos negros ao apresentar vilões bem sucedidos, de famílias de classe média alta, brancos e com alto grau de instrução. Dona de colégio e doutora, estudante de medicina, administrador de haras e até mesmo delegado serão os responsáveis por movimentar a trama com suas maldades, que em muitos casos deixará o público perplexo.

Entre os personagens intelectuais e de classe social privilegiada, porém, sombriamente complexos e maquiavélicos estarão Priscila, personagem vivida pela atriz Juliana Silveira. Dona da Escola Priscila Schiller e doutora em História, a bela será odiada pelos seus funcionários, principalmente pela diretora Yone, interpretada pela atriz Nina Di Pádua.

Líder de um grupo neonazista, ela será intolerante e pretende fazer o que for possível para conseguir eliminar negros, homossexuais e nordestinos da sociedade ao lado do namorado Paulão, vivido pelo ator Marcos Pitombo, que cursará pós-graduação em Administração, será muito inteligente, entretanto, extremamente frio e violento. Estudante de Química Enzo, vivido pelo ator Raphael Montagner, usará todo o seu conhecimento para fabricar bombas caseiras para a organização criminosa.


Linda, perspicaz e estudante de Medicina, Bárbara, interpretada pela talentosa atriz Liége Müller será outra integrante do grupo: “Bárbara é uma jovem estudante de Medicina com elevado grau de conhecimento que acaba entrando para este grupo de neonazistas. Todos eles têm formação universitária o que os tornam ainda mais perigosos. Só no decorrer da novela saberemos como este conhecimento será usado para causar o mal. É um assunto bastante polêmico que certamente irá despertar a discussão sobre o preconceito e a intolerância racial ainda tão presentes nos dias de hoje. A autora Cristianne Fridman sempre consegue abordar em suas novelas de forma extremamente inteligente questões importantes como essas, alertando e fazendo o telespectador refletir sobre os problemas da sociedade da qual faz parte”, destacou a atriz, super feliz com o novo trabalho.

Outros que usufruirão de sua inteligência para o mal e darão vida a vilões multifacetados, que vão esconder seus reais propósitos serão os personagens dos renomados atores Jonas Bloch e André Di Mauro. Em “Vitória” Jonas será Ramiro, um delegado corrupto que após ser desmascarado pela própria filha Sabrina, vivida pela atriz Rafaela Mandelli, uma policial do bem que trabalha ao seu lado, entrarão em verdadeiro pé de guerra. 

Já André Di Mauro dará vida ao administrador do Haras Arminho Jorge, que ambicioso, mal caráter e controlador por natureza vai assediar sexualmente a veterinária Renata interpretada pela atriz Maytê Piragibe e convincente de todo o seu poder buscará abrir o seu próprio haras.

Conheça melhor esses e demais vilões que vão te deixar coladinho na tela da Record em “Vitória”. A trama tem previsão de estreia para a primeira quinzena de junho em substituição a “Pecado Mortal” e promete ser uma das grandes apostas da nova grade de programação da emissora. É imperdível!

Texto por Luciano Andrade - @luccandrade
Colaborou: Maressa Villa Real - @maressavilareal
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