quarta-feira, 2 de abril de 2014

“Gosto dela”, diz Carlos Lombardi sobre Cristianne Fridman sua sucessora na Record



Apostando numa trama que envolve a disputa entre duas família de bicheiros rivais, Vêneto e Ashcar, a primeira usando uma escola de samba como plano de fundo para se legitimar perante a sociedade e a outra usufruindo da clandestinidade, como forma de maquiar a  lavagem de dinheiro da contravenção numa época em que os jogos de azar já eram proibidos e em que a chegada das drogas aos morros do Rio de Janeiro vinha se mostrando como uma rendosa, porém criminosa atividade, Carlos Lombardi soube aliar em sua novela de estreia na Record, diversos gêneros em um folhetim inovador ou como ele mesmo sugere: “um melodrama, com doses fartas de ação, suspense e claro uma dose de humor, mas dramática do que as que fazia na Globo!”, descreve Lombardi que passará o bastão para a conceituada Cristianne Fridman.


Ela que diferentemente do autor é figura conhecida na teledramaturgia da emissora, teve alguns dos seus trabalhos acompanhados pelo renomado autor: Vi um pedaço de Bicho do Mato, algo de Chamas da Vida e bastante de Vidas em Jogo. Gosto dela”, disse Carlos Lombardi sobre os trabalhos de Fridman, que já possui no currículo dois grandes megassucessos que inclusive, alcançaram a liderança no íbope em alguns momentos na casa, trata-se das bem sucedidas “Chamas da Vida” e “Vidas em Jogo”.

A dramaturga, que por outro lado não apostará em um texto épico e sim numa trama contemporânea que inovará ao apostar num protagonista paraplégico, abordando temas atuais e de grande apelo popular como o neonazismo, o abuso sexual e moral no trabalho, o mal de Alzheimer, o trabalho infantil, o desemprego, a vingança, o incesto, as enchentes no Rio de Janeiro, as disputas em corridas de cavalos e os esportes radicais como o MotoCross, além do alcoolismo e do consumo excessivo de remédios controlados. 

Definitivamente, a emissora nunca teve uma dobradinha tão bem servida em suas últimas produções. E independente das comparações e da audiência que ambas tem ou terão, o importante é que quem sempre sairá ganhando com tudo isso é o público!

Texto por Luciano Andrade - @luccandrade
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