terça-feira, 8 de abril de 2014

Personagem de Raymundo de Souza debaterá o alcoolismo em “Vitória”, nova novela da Record



Se vivemos num país considerado o quinto com maior número de óbitos ligados ao consumo de bebidas alcoólicas, segundo estudo apontado pela Organização Panamericana de Saúde (OPAS) e da Organização Mundial da Saúde (OMS), representar tal mal numa produção de teledramaturgia é mais que necessário, afinal, apesar de se tratar de uma obra de ficção, temas atuais e que tratem de problemas de saúde pública e que possam abrir uma discussão sadia e proveitosa são sempre bem vindos.

Em “Vitória”, nova superprodução da Rede Record, o tema será abordado através do personagem do renomado ator Raymundo de Souza, cujo último trabalho nas telinhas foi na minissérie bíblica “Milagres de Jesus” dando vida a um dos apóstolos no episódio intitulado O Leproso de Genesaré. No novo folhetim o ator dará vida ao personagem Ednaldo, que após a perda da mulher cuidará sozinho do filho Cícero, mais conhecido como Cicinho, interpretado pelo ator-mírim Pablo Mothé, conhecido do público pela sua atuação em “Flor do Caribe” na Globo.

A relação de pai e filho será extramente afetada após as bebedeiras do pai, que perderá o controle a ponto de colocar o filho para trabalhar, mesmo sendo menor de idade. Segundo dados da Unifesp e do Lenad (Levantamento Nacional de Álcool e Drogas), em seis anos a proporção de pessoas que bebem toda semana, os chamados “bebedores frequentes” subiu 20% no Brasil, um índice alarmante.

No entanto, essa não será a primeira vez que a autora Cristianne Fridman discutirá o tema em seus folhetins. No ano de 2006 o assunto foi abordado em “Bicho do Mato”, através da personagem Sílvia, vivida por Adriana Garambone, uma ex-modelo que tinha dinheiro e poder e perdeu tudo após se tornar alcoólatra. Nesse trabalho em especial, buscou-se debater a dificuldade que as mulheres têm em assumirem a doença.

“Vitória” além do alcoolismo tratará de outras temas atuais como assédio sexual, mal de Alzheimer, consumo excessivo de remédios controlados, e outros inclusive, polêmicos como o neonazismo e o incesto. A trama segue sendo uma das grandes apostas da Rede Record para a sua nova programação e marcará o sexto trabalho de Raymundo Souza ao lado do diretor Edgard Miranda e o segundo dividido com a dramaturga Cristianne Fridman. A previsão de estreia é para maio em substituição a “Pecado Mortal” de Carlos Lombardi. Imperdível!


Texto por Luciano Andrade - @luccandrade
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