terça-feira, 20 de maio de 2014

Confira entrevista exclusiva com o ator Pedro Jones, no ar em “Pecado Mortal”
























Destaque na pele do personagem Xampú, filho do bicheiro Perfume, interpretado pelo ator Raymundo de Souza, o jovem e talentoso ator Pedro Jones vem se destacando cada vez mais em seus trabalhos na TV. Músico, dançarino e lançado na TV como ator em “Floribella” na Band, o ator ainda possui passagens pela série “Avassaladoras” na Record e atualmente rouba cena no folhetim de Carlos Lombardi. Confira abaixo uma entrevista pra lá de especial com esse artista fabuloso e conheça um pouco mais de sua carreira. Imperdível do começo ao fim! Confira só:

Porque você escolheu a carreira de ator? E qual a sensação quando está atuando?

Pedro: Eu não acredito que essa carreira seja uma "escolha", pois se fosse não seria nada inteligente, uma vez que nosso país ainda não consegue sustentar e patrocinar a classe artística privilegiada que possui. Sou um ator desde que me dou por gente, e não me imagino fora da arte, ou "fazendo outra coisa". Tenho formação em dança e música também, logo, essa é minha vida, é como entendo o mundo, é como me conecto com Deus. Minha profissão é um sacerdócio, é sagrada. A sensação é divina! Inexplicável, qualquer palavra que eu use será menor que a verdade.

Como e quando surgiu o convite para interpretar o Xampú em "Pecado Mortal"?

Pedro: Surgiu através dos testes que fiz no começo da novela, quando ainda estava na fase de pré-produção. Fiz teste para o personagem do Danilo Ashcar, mas o maravilhoso ator Gustavo Machado foi o escolhido. Fiz dois testes e a resposta foi boa. Acho que o Xampú foi um presente pelo qual sou muito grato.

Qual foi a sua principal inspiração para compor esse personagem em especial?

Pedro: O Xampú é "sem-noção", é arrogante ao extremo, e como todo bom arrogante é burro. Me inspirei num "barril de pólvora" prestes a explodir, sabe? Um cara intenso que age sem pensar, inconsequente. Aquele gangster da nova geração à la Poderoso Chefão. Pensei por aí.

“Meu relacionamento com a equipe é maravilhoso, tenho amigos lá de muitos anos!”

"Pecado Mortal" está correndo como melhor telenovela na categoria melodrama em uma premiação canadense. Como é fazer parte de uma obra tão privilegiada?

Pedro: Fazer parte de uma novela do Lombardi que é indiscutivelmente o melhor autor de diálogos e ritmo do mundo já é um privilégio, que ainda conta com colaboração de Renê Belmonte que é sempre genial e impecável em tudo que faz! De quebra trabalhar com diretores como Alexandre Boury, Ricardo Fujii, Rogério Passos... e atores como Fernando Pavão, Paloma Duarte, Simone Spoladore, Felipe Cardoso, Vitor Hugo... é de fato um presente! Fazer parte disso é um privilégio.

"Pecado Mortal" tem em seu elenco atores e atrizes premiadíssimos, como é o caso da Simone Spoladore indicada e vencedora de várias premiações por sua exímia atuação no cinema nacional. Como é seu relacionamento com a equipe? Sua entrada na reta final dificultou seu relacionamento com os outros atores?

Pedro: Infelizmente não contracenei com a Simone, nossos personagens estavam em lados opostos, mas só de dividir os bastidores com ela já se aprende bastante. Meu relacionamento com a equipe é maravilhoso, tenho amigos lá de muitos anos, amigos mesmo de frequentar a casa, de serem amigos dos meus pais, que já trabalhos juntos em vários outros trabalhos. Chegar no final da novela não mudou nada, fui recebido com muito carinho e respeito por todos, sempre dispostos a ajudar, bater texto, discutir a cena, tudo que fiz foi com muita parceria. Eu acredito que quando você chega depois em algum lugar a responsabilidade é sua de conseguir se integrar naquele coletivo sem ferir o andamento e a harmonia que já existe ali, ao mesmo tempo trazer sua energia e se colocar a disposição para trabalhar junto. E deu tudo certo, graças a Deus.

Muitos atores e atrizes elogiam o texto ágil e sagaz de Carlos Lombardi. Para você como é saborear o texto do renomado autor?

Pedro: Como falei, é um privilégio, você recebe o capítulo e lê se divertindo! Se deliciando. Não dá pra você ler metade do capítulo e continuar depois... quando você pega pra ler vai até o final! É um ritmo louco, vicia como todo bom texto, você já quer ler o próximo! (risos) Confesso que como entrei com o processo já a mil por hora, tive muita dificuldade em achar o tom e o ritmo nas primeiras duas cenas, mas depois com ajuda dos diretores Boury e Rogério senti que ele nasceu e está sendo um prazer dar vida à esse maluco! (risos)

“Não acredito que a pessoa escolha ser homossexual ou heterossexual, cada um é o que é e devemos respeitar a todos!”

"Pecado Mortal" é também reconhecida pelos seus "descamisados", uma tradição nas novelas de Carlos Lombardi. Teria dificuldades em se despir na novela?

Pedro: (risos) Não tenho problemas com o corpo, sempre pratiquei esportes, levo uma vida muito disciplinada e saudável. Durmo cedo, não tomo nenhuma bebida alcoólica, não fumo, não uso drogas, sou vegetariano e acho que isso se reflete no corpo, que é a casa. E pro ator é seu material de trabalho. Acho que é dever do ator cuidar do corpo como um músico cuida de seu instrumento; que não deve ser confundido com vaidade. Além de acreditar também que é dever do ator ser um bom exemplo de saúde e boa educação. Afinal entendo que a arte de "representar" traz consigo esse carisma de representar uma sociedade, aí vai de cada artista pensar que exemplo ele quer dar para a sociedade, como ele quer contribuir para o crescimento do país.

Durante a novela percebemos que o seu personagem teve preconceitos com relação ao próprio pai, o Perfume, personagem do ator Raymundo de Souza pelo fato do pai ser homossexual. Como enxergou essa atitude do Xampú?

Pedro: Raymundo de Souza é um grande ator, um comediante de mão cheia, quem já o viu no teatro sabe. Sobre a questão do personagem com a homossexualidade entendo como sendo uma insegurança do Xampú, uma falta de conhecimento que era comum na época, ainda mais pela parte mais ignorante da sociedade que ele bem se enquadra. 

Com relação ao tema homossexualismo, preconceito, como você se posiciona sobre o assunto considerado "tabu" por muitos?

Pedro: Eu, Pedro, não tenho nenhuma questão com o assunto, até porque acho normal e não acredito que a pessoa escolha ser homossexual ou heterossexual, cada um é o que é e devemos respeitar a todos e conviver em paz para podermos celebrar as diferenças que é a coisa mais maravilhosa desse planeta. Sou heterossexual, e daí? Como também sou ator, sou músico... e isso não define quem sou! Somos muito mais que uma característica, um detalhe, um rótulo... acho isso de preconceito muito antigo, tá fora de moda! Somos todos divinos, somos todos humanos! Pra mim o racista, o homofóbico, o machista... são todos ridículos, eu me divirto com eles, são como se fossem palhaços (péssimos palhaços), personagens: cada vez que soltam suas frases estão na verdade ridicularizando a si mesmos! Tenho vários amigos homossexuais, amo eles! Sempre tive, graças a Deus! Tive a sorte de conviver no teatro com as diferenças desde criança e aprender cedo com uma família totalmente cabeça aberta que não existe essa de cor, credo, sexualidade... o que existe é o Amor! Eu acredito no ser humano, amo o ser humano, não julgo!

O que ainda podemos esperar do Xampu nessa reta final?

Pedro: Ah, gostaria de saber também! Mas entendo que dramaturgicamente falando ele é um personagem coringa que entra para ajudar a trama a caminhar pra onde quer que seja que o autor precisar ir. Ele tá vivo, não morreu, levou um tiro no ombro e outro na perna! (risos) Quem sabe ele não sai do hospital e se alie a Dorotéia? Ao Carlão? Quem sabe? Quem sabe? Lombardi! (risos)

“Estou de prontidão para o que Deus me permitir fazer!”

Se você não tivesse sido escalado para interpretar o Xampú, teria algum personagem em especial em "Pecado Mortal" que gostaria de dar vida? 

Pedro: Sou um ator e isso me lembra de uma fala de Dionísio nas Bacantes: "Seus sacerdotes não recusam nenhum papel." Sou grato por trabalhar e estou de prontidão para o que Deus me permitir fazer.

Jogo Rápido

Primeira aparição na TV? Floribella - Personagem Vassili.
Melhor ator? Geoffrey Rush e Paulo Autran.
Melhor atriz? Leona Cavalli.
Com quem gostaria de contracenar? Fernanda Montenegro, Wagner Moura, Leona Cavalli, Lázaro Ramos, Tony Ramos, Glória Pires... essa lista é longa! (risos)
Com quem gostaria de fazer um par romântico? Rachel McAdams.
Uma novela? "Que Rei Sou Eu?"
Um diretor? Kim Ki-duk
Um filme? Casa Vazia(Kin Ki-duk)
Um livro? Cem anos de solidão - Gabriel Garcia Marquez
Uma frase? "Nós amamos o mesmo Amor." Cacilda Becker — com Pedro Jones.


Toda a equipe do Portal Recordista agradece a Pedro Jones pela atenção, confiança e disponibilidade. E reitera votos de estima e apreço desejando sorte em todos os seus projetos pessoais e profissionais.

Colaborou: Marcelo Henrique - @HenriiquePaixao

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