segunda-feira, 12 de maio de 2014

#OAtor - Simone Spoladore, atriz perfeita para diálogos inteligentes


Por: André Lima //

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Para escrever sobre tão grandiosa e espetacular atriz eu confesso que hesitei várias vezes. E por várias vezes ensaiei escrever, mas sempre parei antes mesmo de o primeiro parágrafo terminar. E cá estou eu hoje, ao som de Elis Regina e Maria Rita em meu lap top. Com minha “cara de pau” de sempre para escrever, mesmo que titubeando e muito ainda. Porque uma atriz desse porte, qualquer adjetivo é ínfimo para tanto talento na arte dramática.


1979: Nasce uma futura atriz
Simone Spoladore nasceu em Curitiba – PR no dia 29 de outubro de 1979.
E conheceu o mundo da arte dramática nos teatros de Curitiba. Dos teatros, partiu para o cinema, ainda no Paraná, participando de curtas. Então, a atriz partiu para São Paulo e seguiu carreira já fazendo um longa-metragem. E foi premiada por sua atuação no filme, Lavoura Arcaica em 2001.
Estreia na TV
Sua estreia na TV foi na minissérie na TV Globo, “Os Maias”, baseada na obra homônima de Eça de Queiroz. Ainda na TV Globo, fez “Esperança” de Benedito Rui Barbosa, “América” de Glória Perez e “O Profeta” uma adaptação de Thelma Guedes e Duca Rachid da obra de Ivani Ribeiro.
Estreia na Record
Ela é uma atriz que não tem medo de se transformar, de emprestar o seu corpo para que uma personagem ganhe vida própria. Ela se entrega, e dessa entrega total, nasce as suas personagens. Sejam elas sensuais ou não, loiras ou morenas, cômicas ou dramáticas. Simone Spoladore grava seu nome no hall das grandes atrizes que este país possui.


Simone Spoladore em Bela, a feia
Em 2009 entrou para a Record para fazer a segunda novela de Gisele Joras, “Bela, a feia”, fazendo uma antagonista com os dois pés na comédia. Um trabalho brilhante com um final épico para sua personagem Verônica Mattoso.

Em 2011 partiu para mais um trabalho na Record. Desta vez em uma personagem mais dramática. Fazendo parte da turma do Bolão da amizade na novela de sucesso que Cristianne Fridman, “Vidas em Jogo”.


Simone Spoladore e Sandro Rocha em cena de Vidas em Jogo
Daí para frente não parou mais. Emendou um trabalho após o outro. Fez Balacobaco, também de Gisele Joras, e encarnou a divertida e ciumenta Violeta Osório. Uma personagem hilária e que permitia a atriz brincar com todas as nuances que sua personagem permitia explorar. E claro, a atriz brincava em cena com André Mattos que fazia seu pai.

“Representar não é a realidade - é mais cruel do que a realidade. É um ato de crueldade que o ator inflige a si mesmo. Essa crueldade tem a ver com a lucidez e isso é algo de muito temível.”
-- Jeanne Moreau
A protagonista de Pecado Mortal
Ela foi chamada para fazer uma protagonista que seria da atriz Bianca Rinaldi, que por questões de acertos financeiros não aceitou renovar seu contrato. Pois bem, Simone Spoladore, poderia ter negado fazer, mas aceitou o desafio. E adivinhem?

A Patrícia de Pecado Mortal lhe caiu como uma luva nas mãos. Personagem certa para a atriz certa. Atriz mais que perfeita para dizer o texto mais que inteligente de Carlos Lombardi.

Posso arriscar dizer que esse é o seu melhor trabalho na TV. Uma protagonista brilhante que o autor Carlos Lombardi brinca com ela em cena. Usa e abusa da versatilidade da personagem em um casamento perfeito com a versatilidade e inteligência da atriz.

Simone Spoladore é tão brilhante em cena que faz o telespectador de Pecado Mortal, odiá-la, ama-la, rir, chorar e porque não dizer, se excitar com as suas cenas quentes e picantes de amor com Carlão (Fernando Pavão).


Simone Spoladore em Pecado Mortal
A protagonista
Somente uma atriz experiente, versátil e que se entrega e se joga em cena sem medo poderia fazer a Patrícia. Uma mulher inteligente, apaixonada, mãe, péssima cozinheira, exigente e defensora da lei doa a quem doer.

Há quem xingue muito a personagem por suas últimas atitudes em Pecado Mortal, chegando a acreditar no Picasso (Vitor Hugo) como um criminoso arrependido.

Eu não acredito que o Carlos Lombardi jogaria fora uma protagonista tão brilhante assim. Certamente ele tem uma carta na manga. E ouso dizer que isso tudo pode ser uma jogada da promotora para salvar Carlão de vez das garras de Picasso.

Com Simone Spoladore em cena você pode esperar tudo: rir, chorar, ficar irritado, e acima de tudo a aplaudir, porque este é, sem dúvida um trabalho brilhante para uma atriz que na TV assume de vez o posto de protagonista.

Simone Spoladore é tão brilhante em cena, que mesmo nas cenas rotineiras ela consegue tirar leite de pedra. Cenas de café da manhã, uma simples cena onde ela conversa com a Helena (Mariah Rocha) por exemplo, ela usa e abusa da arte dramática e brilha.

Tapete vermelho estendido para uma atriz de verdade. Profissional
Para que você não pense que estou falando pelos cotovelos, acompanhe abaixo lista de indicações e prêmios que a atriz já recebeu ao longo de sua carreira majestosa.
Os Prêmios que Simone Spoladore já ganhou falam por sí:
Prêmios e indicações:

2001 - Prêmio Qualidade Total de melhor atriz coadjuvante por Lavoura Arcaica
2002 - Prêmio Master de melhor atriz por Esperança
2002 - Prêmio APCA de melhor atriz por Desmundo
2002 - Prêmio SESC de melhor atriz por Desmundo
2009 - Prêmio APCA de melhor atriz por Natimorto
2010 - Prêmio de melhor atriz no Festival de Goiânia por Elvis e Madona
2010 - Prêmio do público de melhor atriz no Festival de Aracajú por Elvis e Madona
2010 - Prêmio de melhor atriz no Festival de Gramado por Não se Pode Viver sem Amor
2010 - Prêmio APCA de melhor atriz por Elvis e Madona
Indicada três vezes ao Grande Prêmio Brasileiro de Cinema, na categoria melhor atriz por Desmundo (2002), e na categoria melhor atriz coadjuvante por Lavoura Arcaica (2001) e por O Ano em que Meus Pais Saíram de Férias (2006)
Abraços com respeito sempre.