sexta-feira, 16 de maio de 2014

Será o amor capaz de deter um desejo de vingança? Vem aí “Vitória” na Record























Que os mocinhos politicamente corretos exibidos na maioria das novelas, sim, aqueles que nunca ultrapassam o tom, não tropeçam, são sensíveis, bonitos, românticos, companheiros e destoam totalmente da realidade de nós simples mortais, imperfeitos e suscetíveis ao erro, estão fora de moda, isso não é mais novidade pra ninguém.

Blasé, o perfil de bom moço se tornou um modelo cansativo e vem sendo muito julgado nos últimos anos. Como não correspondem ao que o público vivencia em sua realidade, a tendência tem sido cada vez mais a supervalorização dos cruéis vilões em detrimento dos démodés príncipes encantados.

Em “Vitória”, nova novela da Rede Record de autoria da conceituada dramaturga Cristianne Fridman e direção geral de Edgard Miranda, a autora expert quando o assunto é humanização de personagens, promete surpreender e dividir o público ao apresentar um mocinho bonito, paraplégico, porém, vingativo e rancoroso. “As mocinhas e os mocinhos são, salvo exceções, muito chatos! Em Vitória estamos trabalhando para que este casal romântico traga sentimentos, questionamentos, esteja inserido em uma trama romântica atual”, destacou a autora que em “Vidas em Jogo”, seu último sucesso na emissora fez questão de compor personagens que apresentavam os dois lados da moeda, passando pelo bem e pelo mau, com maior ou menor intensidade.

Em “Poder Paralelo”, o autor Lauro César Muniz pode provar o sabor de apresentar um protagonista anti-herói com ares de justiceiro. Tony Castellamary, interpretado pelo ator Gabriel Braga Nunes vivenciou bem o desejo de vingança durante a trama. Misterioso, imprevisível e enigmático, seu personagem perdeu a mulher e as duas filhas na explosão de um carro em uma praça no centro de Palermo, na Itália, voltando ao Brasil, logo depois da tragédia para cumprir sua vendeta.

Em “Fera Ferida”, exibida pela Globo em 1993, Feliciano Junior, interpretado pelo ator Edson Celulari perdeu os pais por causa da ganância dos poderosos de Tubiacanga. Anos depois, já adulto, voltou a região e se apresentou como o alquimista Raimundo Flamel. A partir daí, fez muita gente penar em suas mãos. Em “A Viagem” de Ivani Ribeiro exibida em 1994, nem depois de morto o vingativo Alexandre, vivido por Guilherme Fontes deixou de acertar as contas com quem o mandou para a prisão.

Já em “Vitória”, o desejo de desforra do protagonista Artur, interpretado pelo renomado ator Bruno Ferrari será muito bem construído ao longo da trama. Na infância o amor entre o pai Gregório, vivido pelo ator Antônio Grassi e o filho será demonstrado com precisão e sensibilidade. Eles se completam, se entendem, embora Clarice, vivida pela atriz Beth Goulart não ame mais o marido, o único motivo que a manterá casada será a boa relação que pai e filho tem juntos. Isso até o acidente que deixará Artur paraplégico e acabará de vez com dois sonhos, o do pai de ver o filho prodígio nas corridas e o sonho do pequeno garoto de se tornar um joquéi de sucesso.

O desprezo, a falta de atenção e cuidado sentidos na pele por Artur não serão cicatrizados com facilidade. Guardando rancor pelo acontecido, depois de 20 anos ele só se sentirá realizado ao ver o homem que acreditava ser seu pai na “lama”. No entanto, Artur mesmo com resquícios de anti-herói não será um vilão, muito pelo contrário. 

Sem prever que a vida pode trazer muitas surpresas terá de decidir em prosseguir com sua vingança ou viver um grande amor ao lado de Diana, protagonista interpretada pela atriz Thaís Melchior, filha do seu arquirrival por quem irá se apaixonar. Mas será o amor capaz de deter um desejo de vingança? Quando o coração se rende a paixão, há mal que dure? “Vitória” estreia dia 2 de junho, às 21h15 na Record. Não dá pra perder!

Texto por Luciano Andrade - @luccandrade
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