segunda-feira, 14 de novembro de 2016

Programação “ao vivo” da Record é o futuro da TV aberta

Record é destaque nas coberturas ao vivo

A televisão aberta brasileira, com mais de 60 anos de existência vêm sofrendo uma redução na sua audiência nos últimos anos, proveniente da concorrência com outras mídias como a internet, o acesso à televisão paga, mudança de comportamento do telespectador, aumento da escolaridade do brasileiro, metodologias falhas e de pouca abrangência pelo IBOPE e da falta de renovação do conteúdo aberto ao longo das décadas.

A Rede Record conta com uma extensa programação “ao vivo” de segunda a sexta. Começa às 6h da manhã e vai até às 14h45, com os programas e jornais, “Balanço Geral SP Manhã”, “SP no ar”, “Fala Brasil”, “Hoje em Dia” e o “Balanço Geral SP Tarde”, quase 9h seguidas de informação, prestação de serviço e entretenimento ao vivo.

À tarde, a emissora tem o "Cidade Alerta" com mais de 3 horas, entre 16h40 e 19h50, apesar de muitas vezes desperdiçar o "ao vivo" em prol de repetições de reportagens e matérias longas. 


E por fim a noite, com o Jornal da Record, com 1 hora, após as 21h30, sem falar que o "Gugu" também às vezes é ao vivo. São, portanto, 13 horas diárias de programação "ao vivo", com jornalismo como carro-chefe.

A televisão aberta para sobreviver muitos e muitos anos, precisa está de "plantão" para acontecimentos surpreendentes e que estejam ocorrendo em todo o mundo, alinhando jornalismo, prestação de serviço e esportes. A dramaturgia é outro setor importante para a TV, sendo a principal audiência das emissoras atualmente e por um bom tempo.

Enquanto a televisão for o suporte que o brasileiro está assistindo, informando e passando horas e horas, é necessário valorizá-la, apostar no novo, como Paulo Franco, superintendente da Record afirmou que “planejamento, parcerias e inovação” são as palavras que devem definir a atual situação da televisão aberta e que a TV Record está se preparando para isso.

Paulo Franco (esquerda) e o apresentador César Filho


Com um mundo cada vez mais tecnológico e interativo, são inúmeras as causas da redução da audiência de modo geral da televisão aberta como: Luiz Cláudio Costa, presidente da Rede Record e da Abratel, a Associação Brasileira de Rádio e Televisão em debate em um programa de televisão afirmou (TV Brasil, 2014). “O consumo aumenta com a renda, e o consumo vai fazer com que as pessoas busquem mais alternativas. Elas já não querem só cinco redes, querem ver outra coisa, discutir outros assuntos”.

A televisão paga e a Netflix "roubaram" parte do público da televisão aberta que gosta de séries, filmes, desenhos e outros produtos que tem muito mais opção fora dos canais de televisão tradicionais, mas o jornalismo "ao vivo" é o futuro da TV aberta, que invistam cada vez mais, dinamizem, interajam com o público através de sua participação efetiva enviando, sugerindo assuntos para o telejornal, links de todo o país, notícias e reportagens interessantes e exclusivas, convidados que fazem parte do cotidiano da população.



Por Elthon Ribeiro
Twitter @elthonfribeiro

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