segunda-feira, 13 de março de 2017

#Crítica: #ATerraPrometida prometeu ser uma novela ágil do início ao fim, mas sofreu com “barriga”



A novela “A Terra Prometida” está chegando ao fim e ao longo de seus mais de 170 capítulos teve momentos de altos e baixos, de muita agilidade e a famosa “barriga”.

A trama bíblica que contou com personagens fictícios, além dos que estão na Bíblia Sagrada. Sofreu críticas dos telespectadores pelos diálogos entre Samara e Aruna, no qual Samara (Paloma Bernardi) chamou várias vezes Aruna de “desmilinguida”, uma palavra bem incomum para aquela época. 

Quanto ao enredo, houve alguns acontecimentos que não foram “engolidos” por quem assistia, como a morte em sequência de três reis de Ai, capítulos que não aconteciam “nada” de importante, e a história desvinculada do texto bíblico, que para alguns é positivo, já que se torna a novela menos religiosa.

O livro de Josué, base para a novela possui 24 capítulos banhados de lutas, batalhas, mortes, conquistas, divisões de terras e pregações, o autor Renato Modesto se concentrou nos três principais reinos: Jericó, Ai e Jerusalém. Na história, Josué derrotou os reis de Jericó, Ai, Jerusalém, Hebrom, Jarmute, Laquis, Eglom, Gezer, Debir, Geder, Horma, Arade, Libna, Adulã, Maquedá, Betel, Tapua, Héfer, Afeca, Lasarom, Madom, Hazor, Sinrom-Merom, Acsafe, Taanaque, Megido, Quedes, Jocneão (perto do monte Carmelo), Dor (cidade litorânea), Goim (que ficava no que mais tarde viria a ser a Galiléia) e Tirza, ao todo 31 reis.

O fim dos vilões Mara, Samara, Tobias foram dentro do esperado, a passagem de tempo nos últimos capítulos resumindo os anos que Josué demorou até conquistar definitivamente a Terra Prometida, os casamentos, sem falar nas lindas imagens da travessia do Rio Jordão e da Queda das muralhas de Jericó.

Destaque para a ótima atuação de Sidney Sampaio como Josué e de Rafael Sardão no personagem de Salmon, pode-se elogiar Samara (Paloma Bernardi), Calebe (Milhem Cortaz), Aruna (Thaís Melchior), Raabe (Miriam Freeland) Mara (Cristiana Oliveira) que foram fundamentais e brilharam nos seus papéis.

A audiência correspondeu e todos os capítulos fecharam na vice-liderança contra o SBT. Médias entre 13 e 16 pontos na Grande São Paulo. A repercussão não foi tão grande como “Os Dez Mandamentos”, mas tudo dentro do estipulado pela emissora.

Hoje chega na tela “O Rico e Lázaro”, com autoria de Paula Richard e direção de Edgar Miranda, contemplando nas chamadas com belas imagens, atuações excelentes e mudanças no estilo, já que autor e diretor são diferentes das tramas bíblicas anteriores.



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Elthon Ribeiro
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