sexta-feira, 25 de abril de 2014

O @PortalROficial entrevista com exclusividade, o grande ator Thelmo Fernandes



Thelmo Fernandes: Um ator premiado no teatro

Vencedor do Troféu APTR (Associação dos Produtores de Teatro do Rio de Janeiro) como Melhor ator coadjuvante pela peça ‘Gota D’Água’ e também vencedor do Prêmio Qualidade Brasil, como Melhor ator pela mesma peça e outros prêmios.

Somam-se em seu vasto currículo, mais de 50 trabalhos em teatro, cinema e TV.

No final de 2013, fez o telefilme na Record, “O Amor e a Morte” de Marcílio Moraes.

Recentemente, participou da minissérie bíblica da Record, “Milagres de Jesus” no episódio “O Inválido do Poço de Betesda” como Fariseu.

Além dos prêmios que já venceu, teve tantas outras indicações. Hoje é um dos melhores atores do cenário nacional.

Com muito bom humor, o ator contratado da Record desde 2009, gentilmente cede ao Portal Recordista um pouco do seu tempo corrido de ator que nunca para.

Thelmo conversou com o Portal Recordista para que o nosso leitor possa conhecer um pouco mais de seu trabalho na TV, no teatro, onde já foi premiado e elogiado por quem entende da arte de interpretar como Bibi Ferreira, e também no cinema.

Escalado para “Vitória” de Cristianne Fridman

Thelmo Fernandes também falou sobre seu novo trabalho na Record. Agora fazendo um texto de Cristianne Fridman em “Vitória” a nova novela da Record. Ele contou para a gente como será o William, o seu personagem que promete ser mais um grande trabalho de quem realmente sabe exercer o ofício de atuar.

Acompanhem a entrevista exclusiva com o grande e espetacular ator e saiba porque “Thelmo Fernandes” é hoje, um ator elogiado, aplaudido e requisitado no teatro, cinema e TV.

Vale a pena conferir.

“O teatro é único... nele a coisa acontece no presente. Sem edição... é aqui e agora.”
PR – a maioria dos atores consideram o teatro um santuário. O lugar onde o ator pode exercer da forma mais plena, a sua arte. Para você, é assim também? O que o teatro tem de tão mágico? Se assim posso dizer.

Thelmo: O teatro é único, é realmente a base de tudo e isto não é um clichê. Simplesmente porque no teatro não tem “volta”, ou seja, a coisa acontece no presente. Não tem edição, não tem câmera para cortar, é aqui e agora.

Além disso, o processo de ensaio de uma peça de teatro permite ao ator amadurecer seu processo de descoberta do personagem.
 
Como minha formação é no teatro me sinto extremamente seguro quando preciso trafegar por qualquer outro veículo.

“Independente de fazer teatro, TV ou cinema, é importantíssimo estudar muito e estar preparado intelectualmente.”
PR – Para a gente que só acompanha o trabalho de um ator, nem sempre nós conseguimos identificar diferenças entre cinema, teatro e TV em relação à preparação do ator para uma personagem e um projeto como um todo. Como você se prepara nesses três casos? Há realmente um trabalho diferente para compor uma personagem?

Thelmo: Sim, há. No teatro normalmente vc ensaia pelo menos dois meses, há tempo para um amadurecimento e lapidação do personagem junto à direção.

O processo de uma novela é mais rápido e imediato não só na execução, mas também no retorno do público e isso, aliado ao fato de ser uma obra longa, propicia o amadurecimento do personagem com o tempo.

O cinema eu diria que é um meio termo entre as duas coisas, mas independentemente do veículo, é importantíssimo estudar muito e estar preparado intelectualmente.

“Em A Ópera do Malandro, recebi um elogio especial de Bibi Ferreira com direito a buquê. Me marcou muito.”
PR – Em breve você fará 23 anos de carreira. Poderia nos contar quais os maiores desafios que você enfrentou nesses anos de carreira?

Thelmo: Os desafios não param, eles se renovam.

Cada novo trabalho apresenta um desafio diferente, mas sem dúvida dois me marcaram demais: em 1998 quando substituí Paulo Autran no espetáculo “A Resistível Ascensão de Arturo Ui” dirigido por Antonio Abujamra e em 2003 quando em 24 horas substituí um ator com problemas de saúde no espetáculo “A Ópera do Malandro”, musical dirigido por Charles Moeller e Claudio Botelho no papel de “Geni” e em ambos fui elogiado pela crítica, no segundo, um elogio especial com direito a buquê de flores de Bibi Ferreira.

Outro muito importante foi o “Nasinho” de “Ribeirão do Tempo” pela dimensão que o personagem alcançou.

“Gostaria de fazer na TV o que já faço no teatro. Um protagonista. Mas aguardo minha vez com tranqüilidade. Tudo ao seu tempo.”
PR -Você foi vencedor do 3º Prêmio FITA de Teatro como Melhor Ator com o espetáculo "A Arte da Comédia" e indicado a tantos outros. Quem é sua referência de atuação na teledramaturgia brasileira? Existe algum ator ou atriz em especial?

Thelmo: São muitas, vou falar só das caseiras. O Brasil é um celeiro de grandes atores e atrizes, as minhas referências são:

Tony Ramos, Fernanda Montenegro, Andréa Beltrão e Marco Nanini, não só pelo talento, mas também pela maneira que conduzem suas carreiras.

PR -Desde protagonista no cinema a vilão em inúmeros trabalhos na TV. Você tem ainda algum perfil de personagem que ainda não tenha feito e que tem muita vontade de fazer?

 Thelmo: O galã(risos), por que não? Falando sério agora, gostaria de ter a oportunidade na TV do que já tenho com frequência no teatro: a oportunidade de fazer um protagonista, mas tranquilamente aguardo minha vez, tudo tem seu tempo.

“A peça ‘O estranho Caso do Cachorro’ É um tema comovente e que certamente vai emocionar muita gente. Ficaremos em cartaz no RJ até 6 de julho e há previsão sim que partamos para outras cidades.”

PR – Voltando ao teatro, você estreou a peça “O Estranho Caso do Cachorro Morto”. Conta para a gente do que se trata a peça? A peça vai ser encenada fora do Rio de Janeiro?

Thelmo: É um tema arrebatador. Estreamos no dia 10 de abril no Teatro Leblon no RJ e a peça já está se transformando em um sucesso.

Trata-se da história de um menino chamado “Christopher” de 15 anos portador da síndrome de Haspeger, uma dos espectros do autismo.

O texto é adaptação de um livro homônimo. Eu faço “Ed”, o pai do garoto. Fala das dificuldades de se lidar com esse tipo de situação e de como é difícil aceitarmos as diferenças.

É um tema comovente e que certamente vai emocionar muita gente. Ficaremos em cartaz no RJ até 6 de julho e há previsão sim que partamos para outras cidades.

PR – Continuando sobre o “Estranho Caso do Cachorro Morto”, como é a sua personagem, ou o seu personagem (risos)? Ainda não sei se usam a personagem mesmo para personagens masculinos.

Thelmo: Sim, tá tudo certo.. rsrsrs.
 
O “Ed”é um pai extremamente amoroso com “Christopher” que faz de tudo para que o filho não sofra e seja feliz, só que às vezes o faz de maneira atabalhoada por não saber como fazer.

É muito bonita a relação de pai e filho no espetáculo, essa relação é abalada no decorrer da história e é reinventada no final. Vale a pena conferir, é uma linda história.

“Até hoje eu sou parado na rua por causa do ‘Jetur’ de José do Egito.”
PR - Você participou das minisséries bíblicas “Rei Davi” e “José do Egito” na Record. Produções estas que são de grande sucesso de público e de crítica. Como foi para você participar de ambas? Como foi a repercussão?

Thelmo: Foi enriquecedor, dramaturgicamente as histórias bíblicas são incríveis, com mais densidade e conflitos que qualquer folhetim e a Record soube tirar partido com imensa propriedade desse fato.

Vivian de Oliveira, autora destas duas mini séries, é um talento e soube se apropriar como ninguém deste universo.

A repercussão foi fantástica para mim, principalmente o “Jetur” de “José do Egito”, até hoje sou parado na rua.

  
PR – Recentemente você participou de mais uma das minisséries bíblicas que já é tradição na Record. E se não me engano, o personagem feito por você, em uma curta participação, deixava no ar, uma deixa para uma possível continuidade do personagem, talvez em uma próxima minissérie, ou até mesmo na mesma. Seria possível? De repente uma próxima minissérie sobre a vida de Jesus Cristo?

Thelmo: Quem sabe, seria ótimo poder voltar a fazer.

PR - Quando não está trabalhando, o que gosta de fazer?  Ou de não fazer?

Thelmo:  Sou muito caseiro, gosto de curtir com minha família, procuro sempre opções de lazer conjuntas já que, devido aos horários “loucos”, é muito raro que consigamos ter esses momentos.


PR – Para você o que representa “atuar”? Essa foi sempre a sua escolha de carreira?

Thelmo: É o meu ofício, o que escolhi para a minha vida e que exercito diariamente para crescer. Tenho enorme respeito por esta profissão e me considero um privilegiado por exercê-la.

“Meu primeiro trabalho na Record foi em Ribeirão do Tempo, com o Nasinho. Personagem inesquecível.”
PR – Este ano parece ser bem produtivo para você como ator, não é mesmo? Além de “Vitória” na TV tem também o teatro. E o cinema? Poderemos esperar o Thelmo na telona em breve?

Thelmo: Estarei em 3 filmes que serão lançados em 2014:

 “O Duelo”, direção de Marcos Jorge.

 “Ninguém ama ninguém por mais de dois anos”, dirigido por Clovis Mello, baseado na obra de Nelson Rodrigues.

E a comédia “A Esperança é a Última que Morre”, dirigido por Calvito Leal.

PR – Há quanto tempo está na Record? E o contrato atual vai até quando?

Thelmo: Estou desde 2009, meu primeiro trabalho foi a novela “Ribeirão do Tempo” com o inesquecível “Nasinho”. Tenho ainda mais um ano de contrato com a Record.


PR – Nós temos lido nos noticiários que a Record está investindo e planejando uma significativa quantidade de séries e minisséries. “Plano Alto”, “Conselho Tutelar”, a segunda temporada de “Milagres de Jesus”, e vem também “Os Dez Mandamentos” que seria uma minissérie bíblica mais longa, já considerada uma novela. Como você e os colegas na Record têm visto esses projetos?

Thelmo: Com bastante alegria e otimismo. Acho fundamental a diversificação e aumento de produtos, isso só vai enriquecer e fortalecer a emissora.
“Em ‘Vitória’, o núcleo da delegacia será interessante e bem movimentado, eu garanto.”
PR – Em breve, poderemos acompanhar o seu trabalho na tela da Record na nova novela de Cristianne Fridman, “Vitória”. Já pode nos adiantar alguma coisa sobre o William que você vai fazer?

Thelmo: “William” é um personagem saboroso e com várias camadas que serão descobertas no decorrer da história.
 
Ele é o policial civil mais antigo da delegacia de Petrópolis, onde se passa a história. Do seu núcleo fazem parte o Delegado Ramiro interpretado por Jonas Bloch, a delegada Sabrina, filha do Delegado Ramiro, interpretada pela minha querida Rafaela Mandelli e a policial Kátia feita por Karen Marinho.

William ficará entre pai (Ramiro) e filha (Sabrina) que tem pensamentos bem distintos sobre como comandar uma delegacia. Será um núcleo interessante e bem movimentado, posso garantir.
PR – Gostaríamos de agradecer muito por você nos conceder um pouco do seu precioso tempo. Sabemos que é bem corrido. Mas estamos felizes em poder trazer para o nosso leitor um pouco mais da vida do ator e da pessoa do Thelmo Fernandes. E para finalizar, existe algo que não falamos e que você gostaria de ter falado? Por favor, o espaço é todo seu. Fique à vontade.

Thelmo: Eu que agradeço mais uma vez a oportunidade de falar ao Portal Recordista que sempre foi um veículo que me tratou com imenso carinho e respeito.

Gostaria de dizer a todos que continuem privilegiando as produções da Record, mas não deixem de frequentar os teatros e o cinema nacional.

O público é combustível para o aumento de qualidade e criatividade do artista. Vocês são fundamentais.

Texto introdutório, edição e postagem por:
André Lima
Participam nesta entrevista:
Rafael Oliveira
Luciano Andrade
André Lima

Créditos das imagens: A imagens desta postagem são edições do Portal Recordista feitas a partir de fotos reproduzidas do site oficial do ator Thelmo Fernandes.
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