quarta-feira, 28 de setembro de 2016

Record fez 63 anos, porém falta identidade e a vice-liderança isolada

Novo logotipo da Record
Aos 63 anos de vida, a Record, uma jovem anciã, já foi de Paulo Machado de Carvalho e desde os anos 90 é de propriedade do Bispo e líder da Igreja Universal do Reino de Deus, Edir Macedo e sua mulher Ester Bezerra.


Desde 2007, a emissora de Edir é vice- líder isolada na Grande SP, embora em alguns momentos tenha ficado empatado com o SBT, seu principal concorrente. Já alcançou a liderança por várias ocasiões e hoje tem o “Hora da Venenosa” (quadro de fofocas com comando de Fabíola Reipert) dentro do Balanço Geral como programa/quadro mais forte da emissora e que alcança a liderança com frequência contra a TV Globo, que exibe o Vídeo Show no horário. A Record já foi líder isolada na média- dia no RJ em um domingo, e nos anos 60 dominava a TV brasileira com os Festivais de Música, alcançando médias acima de 60 pontos e picos altíssimos.

O Programa Balanço Geral é comandado por Gottino, acompanhado de Fabíola Reipert e Renato Lombardi
Foto: R7.com

Em 2010, a Record estreou a era de histórias bíblicas com a minissérie “A História de Ester”, de Vivian Oliveira. Percebendo o sucesso, a Record fez outras histórias, como “Rei Davi”, “Sansão e Dalila” e “José do Egito”. Em 2015, a Record estreou sua primeira novela feita a partir de uma história da Bíblia: “Os Dez Mandamentos”. Após o enorme sucesso, a emissora fez uma continuação, com a segunda parte de "Os Dez Mandamentos" e hoje veicula “A Terra Prometida” de Renato Modesto.

  Os protagonistas de "A Terra Prometida"
 Foto: R7.com

Hoje em dia, a emissora loca a madrugada, parte das manhãs e pequenos momentos à tarde (entre 14h35 e 14h38) para a Igreja Universal do Reino de Deus, principal patrocinador da emissora, que segundo estimativas paga  500 milhões de reais por ano pelas horas locadas na Record.


 É preciso investir na teledramaturgia, jornalismo e nos esportes, para faturar bem, aumentar a audiência ao longo prazo e qualificar a emissora.
A Record precisa se reinventar, fortalecer a sua identidade com o público, investir nas afiliadas e emissoras próprias e fazer mudanças na grade de programação em 2017 para a Record voltar a assustar a plim-plim e estar à frente do SBT.


Por Elthon Ribeiro
Twitter @elthonfribeiro


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